O jornal The New York Times elogiou a atuação
de Fidel Castro e disse que Cuba "desempenha o papel mais robusto entre
as nações que buscam conter o ebola". O país foi o único a se
comprometer em enviar profissionais de saúde para a linha de frente da
epidemia que já matou mais de 4 mil pessoas.
Segundo
o jornal O Globo, o veículo pediu que Estados Unidos e Cuba coloquem as
diferenças de lado e trabalhem juntos para combater a epidemia. "É uma
pena que Washington, o principal doador na luta contra o Ebola, é
diplomaticamente afastado de Havana, justamente o contribuinte mais
ousado. Isso deve servir como um lembrete urgente ao governo Obama de
que os benefícios de se restabelecer rapidamente as relações
diplomáticas com Cuba de longe superam as desvantagens", defende.
"O
secretário de Estado dos EUA, John Kerry, elogiou na última sexta-feira
'a coragem de qualquer profissional de saúde que encara este desafio', e
fez um breve reconhecimento da iniciativa de Cuba. Os profissionais de
saúde cubanos estarão entre os estrangeiros mais expostos, e alguns
poderiam muito bem contrair o vírus", diz texto.
Médicos cubanos desembarcam em Serra Leoa (AFP)
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Enquanto
isso, a pouca contribuição da China aos países africanos com os quais
mantém relações comerciais sólidas foi criticada pelo representante na
China do Programa de Alimentação Mundial da Organização das Nações
Unidas (ONU), Brett Rierson.
Segundo
ele, a China já doou cerca de US$ 6 milhões para o programa de
alimentação, que tem atuado no sentido de levar alimentos para as
regiões onde os agricultores abandonaram suas terras e, por isso, há
maior escassez de comida.
Para
Rierson, o valor até agora doado pelos chineses, por indivíduos ou
empresas, ainda é baixo, em comparação com contribuições de alguns
bilionários norte-americanos. Ele lembrou que Bill Gates, fundador da
Microsoft, contribuiu com US$ 50 milhões e Mark Zuckerberg, da rede
social Facebook, com mais US$ 25 milhões.
“Onde
estão os bilionários chineses? Este é o momento em que eles poderiam
estar causando um grande impacto na vida das pessoas”, disse. “A mesma
pergunta pode ser feita a grandes corporações que contam com altos
investimentos na África Ocidental. Onde estão?”, completou.A Organização
Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta segunda-feira (20) que a Nigéria a
epidemia de Ebola no país chegou a um fim. A agência de saúde das
Nações Unidas, em relatório, classificou a estratégia do país para
conter a doença como uma “história de sucesso espetacular”.
Fim do surto na Nigéria
A OMS disse que o governo do país rastreou quase todos os contatos de pacientes do ebola para limitar o contágio. Todos os casos da doença no país tiveram contato com a primeira pessoa infectada pelo vírus, um homem da Libéria que chegou a Lagos com os sintomas e morreu.
A OMS disse que o governo do país rastreou quase todos os contatos de pacientes do ebola para limitar o contágio. Todos os casos da doença no país tiveram contato com a primeira pessoa infectada pelo vírus, um homem da Libéria que chegou a Lagos com os sintomas e morreu.
A Nigéria registrou 20 casos do ebola, com oito
vítimas fatais. A agência espera que novos casos da doença, portanto, só
devem surgir se o vírus for trazido novamente do exterior. O anúncio
ocorre 42 dias após o último caso no país realizar seu teste negativo
para a doença.
O tempo representa o dobro do período máximo de
incubação do vírus. Para declarar oficialmente o fim de uma epidemia em
uma região, a OMS reúne um comitê de vigilância, epidemiologia e de
testes de laboratório para determinar se todas as condições para tal
foram cumpridas.
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